Portabilidade fica mais atraente com redução de juros

Por Assessoria de Imprensa

Enquanto a Câmara dos Deputados discute novas regras para a transferência de dívida de financiamento imobiliário, a redução dos juros da casa própria, anunciada pela Caixa Econômica para imóveis com valor acima de R$ 500 mil, impulsiona ainda mais esta portabilidade. Principalmente depois que o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou que a migração da dívida não exigisse mais registro novo no cartório.

Segundo o economista Gilberto Braga, professor do Ibmec-RJ, entre a prestação do banco com a maior taxa de juros do mercado e a do que oferece a menor, a diferença é de aproximadamente 15%.

Usando como simulação um financiamento de imóvel com valor de R$ 800 mil em que o mutuário toma como empréstimo R$ 300 mil, a serem pagos em 15 anos. De acordo com economistas, a prestação inicial no Santander, que cobra juros de 11%, seria de R$ 4.287,04.

Na Caixa, com juros de 8,6%, a mensalidade seria de R$ 3.736,30 — menos R$ 550,74 ou 14,74%.

NEGOCIAÇÃO

Os especialistas também sugerem que a negociação seja feita diretamente nas agências. É que nem sempre a taxa de juros de balcão de cada banco é a que efetivamente vale: a maioria das instituições negocia de acordo com o perfil do cliente e de atrativos como a conta-salário, por exemplo.

DICAS

• Não aceite arcar com custos relacionados à transferência dos valores (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI) para quitação da dívida, pois isso representa um ato ilegal;

• Quem opta por mudar de instituição bancária no contrato de financiamento do imóvel deve fazer apenas a averbação da transferência para o novo banco, que deterá a garantia da alienação fiduciária, ou seja, o registro do imóvel terá apenas a alteração do banco. O custo varia de acordo com o valor do imóvel, mas pode ficar entre R$ 200 e R$ 400;

• Após as negociações, confira as informações como o CET (Custo Efetivo Total) detalhado e também o contrato do banco para onde vai migrar seu crédito;

• Atenção ao número de parcelas do financiamento, pois se aumentar muito, no fim das contas a portabilidade pode não ser vantajosa;

• Em operações envolvendo a portabilidade, não é permitida a cobrança do imposto sobre operações financeiras, o IOF, exceto em situações nas quais você amplie o financiamento com o novo banco credor, mas o valor do imposto deve ser proporcional à quantia adicionada;

• Não aceite a imposição de contratar outro produto do novo banco credor para efetivação da portabilidade. Essa prática, conhecida como “venda casada”, é abusiva;

• Em caso de dificuldade para realizar a portabilidade, o cliente deve buscar o auxílio do Banco Central pelo telefone 0800 979-2345, carta ou fax.

 Equipe Ancona Engenharia (Com “O Globo” e “Agência Câmara”)